segunda-feira, 19 de março de 2012

Bancada evangélica se une a ruralistas para derrotar governo

Bancada evangélica se une a ruralistas para derrotar governo

Mais uma vez a bancada evangélica está em rota de colisão com o governo da presidente Dilma Rousseff. Nem a indicação de Marcelo Crivella (PRB) para o Ministério da Pesca diminuiu os atritos ideológicos.

Primeiro foi a campanha contra a PL 122 e o chamado “kit gay”, encomendado pelo Ministério da Educação. Este ainda pode ser usado contra o ex-ministro Fernando Haddad, candidato a prefeito de São Paulo pelo PT.

Depois, foram às pesadas criticas aos ministros Eleonora Menicucci (Políticas para Mulheres), que defende a legalização do aborto, e Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), que defendeu uma disputa “ideológica” contra as igrejas evangélicas.

Agora, o centro do confronto é a venda de bebidas alcoólicas nos estádios durante a Copa. Depois de terem uma vitória parcial da Frente Parlamentar Evangélica, o governo anunciou que vai honrar o acordo firmado com a Fifa em 2007, em que o país se comprometeu a liberar as cervejas durante os jogos.

A estratégia dos deputados evangélicos foi buscar o apoio dos ruralistas para tentar impor derrotas ao governo no Congresso.

As duas bancadas, que reúnem mais de 170 deputados, devem votem unidas nos principais projetos em discussão na Câmara: a Lei Geral da Copa e o Código Florestal.
Por sugestão dos evangélicos, os dois grupos tentarão derrubar o artigo que libera explicitamente a venda de bebidas. Em contrapartida, os evangélicos apoiariam os ruralistas, votando a favor do relatório de Paulo Piau (PMDB-MG) sobre o Código Florestal.

A reforma no texto desagrada o governo por ter suprimido trecho sobre o bloqueio do crédito para quem não aderir a programas de regularização ambiental em cinco anos. A estratégia de unir forças foi costurada por Campos e Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que também é evangélico, e apresentado ao líder dos ruralistas, Moreira Mendes (PSD-RO).

Mendes diz que a ideia será discutida por sua bancada na próxima segunda-feira. Por sua vez, o deputado João Campos (PSDB-GO), líder da bancada evangélica no Congresso, declarou: “Vamos nos unir para o bem do país”.

Além desses dois grupos, outros deputados insatisfeitos da base governamental ameaçam votar contra o governo nesses pontos. O Planalto estuda adiar as votações, pois sabe que com a aliança entre as bancadas, a maioria governista não é suficiente para aprovar os projetos com folga.



Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/bancada-evangelica-se-une-a-ruralistas-para-derrotar-governo/#ixzz1pZsuGFPY

Mulheres são quase 60% dos crentes brasileiros e ganham força nos púlpitos das igrejas

Desde os tempos em que cabia às mulheres a exclusiva tarefa de ficar em casa, cuidando dos afazeres domésticos e dos filhos, elas são maioria nas igrejas. Basta visitar um culto para se ter a impressão de que as mulheres são muito mais numerosas que os homens nas igrejas. Mas só há relativamente pouco tempo têm tido acesso ao local de mais destaque no templo: o púlpito. Ultimamente, o ministério feminino tem ganhado força, num mundo onde cada vez mais as mulheres se destacam. Em mais e mais igrejas evangélicas – tradicionais, pentecostais ou neopentecostais –, a figura das pastoras, diaconisas, presbíteras e até bispas já se tornou rotineira, situação bem diferente do que ocorria no passado, quando ao gênero feminino eram reservados cargos de menor visibilidade, como cuidar de crianças ou lecionar na Escola Dominical. A Igreja Evangélica brasileira chega à segunda década do século 21 com uma face mais feminina do que nunca.

Segundo as estatísticas da organização Servindo Pastores e Líderes (Sepal), quase 60% dos crentes brasileiros são mulheres. E, embora ninguém goste de assumir qualquer discriminação, é fato notório que a membresia feminina demorou bastante para sair das posições eclesiásticas periféricas e conseguir ascender à liderança. Mas que fique claro que não foi uma transformação consciente, planejada – como acontece com a maioria das mudanças de natureza social, a revolução feminina evangélica é parte de um todo. “A Igreja passou a responder às necessidades da sociedade e essa mudança de paradigma se deu na medida em que a sociedade abriu-se para a liderança feminina nas mais diversas áreas”, diz o missionário Luis André Bruneto, coordenador de pesquisas da organização Servindo Pastores e Líderes (Sepal).

O pesquisador situa tal metamorfose num passado recente. “Essa abertura à mulher ocorre nas décadas de 1970 e 80, e vai se refletir na Igreja principalmente nos anos 90, exatamente a época em que a Igreja brasileira mais se pulverizou e cresceu”, aponta. O surgimento de milhares de novas congregações evangélicas, fenômeno religioso contemporâneo no país, é uma explicação. “Isso se deu devido à necessidade de líderes que a própria Igreja possui”, acrescenta Bruneto. E as mulheres foram naturalmente pondo a mão no arado.

Agora, essa Igreja chega à segunda geração de líderes mulheres perguntando-se o que elas têm de melhor a oferecer. Embora, naturalmente, ainda haja muitas resistências à liderança de saias – e o Novo Testamento, de acordo com a ótica da interpretação, pode tanto legitimar como rejeitar o pastorado feminino –, diversas igrejas já se utilizam do trabalho das obreiras há bastante tempo. Denominações tradicionais como a Metodista e a Luterana adotam tradicionalmente o pastorado feminino, franqueando às mulheres até cargos de direção em suas organizações. Outras, como a Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ) – esta, de linha avivada –, têm nas suas origens a marcante presença feminina. Foi a canadense Aimee Mcpherson que fundou a organização, em 1923, nos Estados Unidos. Hoje, a Quadrangular está em mais de uma centena de países, inclusive no Brasil, onde é uma das dez maiores denominações evangélicas.

“Essa participação da mulher é ativa, fluente e expressiva”, concorda a coordenadora nacional das Mulheres Quadrangulares, Mara de Barros Flores. “Já está provado que temos a capacidade, o amor e a unção necessários para o crescimento da Igreja”. Ela acredita que as denominações que rejeitam a participação feminina efetiva em cargos de liderança estão perdendo tempo. “A ajuda feminina que é ativa, fluente e expressiva”. Na IEQ, mulheres atuam em todas as funções eclesiásticas, chegando a ocupar 50% do ministério. E não basta ser simplesmente casada com um pastor – a candidata ao púlpito precisa seguir os trâmites estatutários e ter o mesmo estudo e preparo dos colegas de terno. “Além, claro, do chamado, da vocação e da liderança necessárias para estar à frente de uma igreja como pastora titular.”

Sonia do Nascimento Palmeira, presidente da Confederação de Mulheres da Igreja Metodista do Brasil, cita o exemplo de Marta Watts, primeira missionária da denominação a chegar ao Brasil, para destacar a importância do protagonismo feminino na obra de Deus. A obreira, vinculada à Sociedade de Missões Estrangeiras das Mulheres da Igreja Episcopal do Sul nos Estados Unidos veio com a tarefa de educar crianças e moças. No mesmo ano, fundou o Colégio Piracicabano, em Piracicaba (SP), que hoje é conhecido como Centro Cultural Marta Watts. Criou ainda um colégio em Petrópolis (RJ) e outro em Belo Horizonte (MG), colaborando sempre com as mulheres para que tivessem acesso à educação num tempo em que este direito lhes era constantemente negado. A ênfase nestes estabelecimentos era “ministrar uma educação liberal às moças para que seu horizonte intelectual e espiritual se ampliasse, preparando-as para agir com independência”, conforme o lema do Marta Watts.

“Proveito” – Sonia considera lamentável que ainda existam igrejas dominadas apenas por homens. “Vejo isso como um equívoco muito grande, pois a Palavra de Deus ensina exatamente o contrário. Jesus valorizou as mulheres. Elas foram criadas da mesma forma que os homens, com todo o potencial que eles têm também”. Para ela, o direito de exercer papel de destaque é tanto dos homens como das mulheres. “Na nossa Confederação, estamos preocupadas como Marta Watts esteve um dia, em impulsionar as mulheres de hoje a buscarem cada vez mais o seu lugar na Igreja e no mundo”, explica.

Tal lugar, segundo a psicóloga Isabelle Ludovico, deve passar necessariamente por qualidades tipicamente femininas, como a doçura e a afetividade. Em seu novo livro, O resgate do feminino, ela diz que o ambiente competitivo acabou roubando das mulheres aqueles aspectos comportamentais que sempre as diferenciaram dos homens, com consequências na qualidade da vida afetiva e espiritual – e que isso precisa ser revisto. “As mulheres assumem muitas atividades na igreja, e isso é movido por sua paixão pelo Reino de Deus”, diz (veja Entrevista abaixo). “A participação da mulher em posições de liderança trouxe muito proveito para a Igreja”, endossa o pastor Carlos Barcelos, da Igreja Batista do Morumbi, em São Paulo. “Considero importante o olhar feminino, que contribui para a ampliação de percepções dos vários problemas que uma comunidade pode enfrentar”. Defensor do mérito, independentemente do gênero, Barcelos diz que o papel a ser exercido pela mulher na igreja depende de suas capacidades e habilidades. “Toda posição de liderança, seja preenchida por um homem ou mulher, demanda do líder o cultivo de uma vida cheia do Espírito, pois as decisões tomadas afetam a vida de muitas pessoas”, pondera. Por isso mesmo, acrescenta, a mulher não deve deixar de lado suas características para sentir-se aceita. “Quando a mulher pretende agir como homem, está no caminho da falha.”

O pastor sugere um reestudo hermenêutico do texto bíblico de I Timóteo 2.11, que comumente é usado para justificar uma suposta posição secundária da figura feminina no contexto da Igreja. Para ele, a expressão “ficar em silêncio” deve ser entendida num contexto de disputa por autoridade, inclusive sobre o homem. “Toda situação em que o homem se retrai e a mulher entra no espaço deixado por ele costuma trazer problemas sérios”, analisa. Às mulheres com destaque na igreja, Barcelos aconselha, sobretudo, que se submetam àquilo que o Espírito Santo lhes indicar. “Isso não pode ser contrário ao que a Bíblia ensina e nem uma bandeira reivindicando posições. Se determinada Irma tem convicção de um chamado, trabalhe com paciência até que surja a oportunidade de pô-lo em prática”.

Exercício dos dons – Blanche Bruno, pastora de missões e aconselhamento da Igreja Cristã Casa da Rocha, acha que o mais importante é o exercício dos dons para abençoar a congregação. “O Espírito é o mesmo que age em todos, mas Deus criou a mulher com sensibilidades particulares”, diz a obreira. “Nossos mecanismos de percepção são diferentes dos homens, e por isso o papel feminino, tão importante na família e no trabalho, também o é no âmbito da igreja”. Blanche, que juntamente com o marido, José Bruno, eram bispos na Igreja Renascer em Cristo até o ano passado, acredita que a igreja não funciona por causa dos cargos que as pessoas nela ocupam, mas pelo cumprimento do chamado de seus membros. “Quando isso acontece, cada um está no seu devido lugar, seja homem, seja mulher”.

A jovem Alyne Romeiro, assistente pedagógica e membro da Igreja Cristã da Trindade, avalia como seria uma igreja sem a participação de mulheres na liderança. Ela atua no ministério de louvor e organiza eventos para os jovens em sua igreja e acredita que Deus chama a cada um individualmente, independente do sexo. “Uma igreja sem mulheres à frente, seria uma igreja de poucas atividades, criatividade e talvez alguns detalhes passariam despercebidos. “Deus nos fez criativas, mais emocionais, preocupadas com detalhes, mais ouvintes, temos maior facilidade em abrir mão de nossas coisas.” Alyne não consegue se imaginar sentada, sem fazer nada. Não só pelo fato de ser filha de pastor, mas sim pelo fato de ser cristã. “É como se eu fosse devedora. Se quero que todos sejam alcançados por essa graça, preciso trabalhar para isso e trabalho por amor e gratidão ao Senhor”, declara.

A valorização que Cristo fez da figura feminina é lembrada por Lia Casanova, ligada ao Ministério Desperta Débora, como principal endosso a uma participação cada vez mais ativa da mulher na obra de Deus. . “Tenho firme convicção de que Deus nunca se agradou da forma como a mulher passou a ser tratada ao longo da história, por isso Jesus se deu ao trabalho constante de mostrar aos homens como devemos ser consideradas”, advoga. Ligada a um movimento nacional de oração integrado exclusivamente por mulheres, ela lembra o exemplo de grandes mulheres de fé na Bíblia, como Maria, a mãe de Jesus, e Madalena, que não negou seu Mestre nem nos momentos de maior perigo. “Nós somos feitas por Deus e devemos nos colocar nas suas mãos para que possa nos usar para seu serviço e sua glória quando, onde e como quiser.”



Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/mulheres-sao-quase-60-dos-crentes-brasileiros-e-ganham-forca-nos-pulpitos-das-igrejas/#ixzz1pZsIE1Ek

CGADB não aceita, mas convenções regionais já ungem mulheres como pastoras

Mulher pode ser pastora? Discussão entra em pauta na Assembleia de Deus



Enquanto muitas igrejas aceitam a ordenação feminina, denominações com a Assembleia de Deus do Belém e Igreja Universal não consagram mulheres como pastora, apenas missionárias ou obreiras. O assunto é polêmico e levanta um debate que já dura por décadas. Mas apesar disso, no Brasil temos muitas bispas, pastoras e até mesmo uma apóstola como é o caso de Valnice Milhomens que foi ungida em 2001.

No time das mulheres pregadoras podemos ainda citar o nome da Bispa Sônia Hernandes, da Igreja Renascer em Cristo, a primeira mulher a ser ungida como bispa no Brasil, posto hoje ocupado por centenas de mulheres em diversas denominações.

Hoje algumas Assembleias de Deus até reconhecem a ordenação de mulheres, como é o caso da Assembleia de Deus Madureira que reconheceu a cantora Cassiane como pastora. Atitude que abriu caminho para que outras mulheres do ministério também recebessem o título.

Mas na Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB) esse assunto não entra em pauta, o presidente pastor José Wellington Bezerra da Costa e toda a diretoria da maior denominação evangélica do país não concorda com o tema e opta em não aceitar mulheres como pastoras em todas as suas igrejas, assunto já tratado na convenção geral de 2001.

Por outro lado algumas convenções regionais já começam a aprovar o ministério pastoral das mulheres, tanto que a Convenção das Assembleias de Deus do Distrito Federal aprovou recentemente a consagração de pastoras. O projeto foi aprovado depois de muito debate e 70% dos correligionários (1,5 mil membros) decidiram em aceitar a ordenação feminina e até 2012 50 mulheres deverão ser avaliadas para o cargo.

Com informações Verdade Gospel



Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/mulher-pastora-ordenacao-de-mulheres-no-brasil-assembleia-de-deus/#ixzz1pZrHWuAT

Existe mulher pastora? Bispo mostra sete razões para a ordenação de mulheres

O tema dividiu opiniões entre seus leitores mesmo apresentando estudos e passagens bíblicas sobre o assunto


Existe mulher pastora? Bispo mostra sete razões para a ordenação de mulheres

O pastor Hermes C. Fernandes causou polêmica em seu blog ao defender a ordenação de pastoras. De tradição anglicana Fernandes usa a internet para falar de assuntos diversos, mas não esperava que seus leitores fossem responder de forma tão ácida contra o tema.

A ordenação de mulheres como líderes ministeriais divide opiniões entre os evangélicos, enquanto muitas já assumem títulos como pastoras e bispas, em outras denominações elas podem no máximo cantar, reger corais e fazer parte do círculo de oração.

No seu post Fernandes recebeu comentários de ambas as vertentes, tanto quem defende a ordenação de mulheres, como quem critique e dê versículos bíblicos condenando o ministério feminino. Com o título de “7 razões favoráveis para a mulheres pastoras”, Hermes Fernandes explica sua visão sobre esse ministério.

Em primeiro lugar ele explica que Cristo desfez as distinções entre etnias, classes sociais e gêneros. “Se Deus pode incluir judeus e gentios no ministério, por que não incluiria tanto homens quanto mulheres?”, questiona o pastor que em seguida afirma que a atividade pastoral é um dom.

Usando estudos e passagens bíblicas o texto postado no dia 13 de março instigou os leitores de seu blog, mostrando que os versículos que são usados para condenar a ordenação feminina não foram escritos com esse contexto. “Ora, se as mulheres devem manter-se caladas na igreja, conforme interpretam alguns a instrução paulina, logo, como elas poderiam profetizar? Por linguagem de sinais?”, diz.

Fernandes dá diversas razões para apoiar o ministério de pastoras, diaconisas e bispas, dando até exemplos de que na Igreja Primitiva havia sim liderança feminina, citando Romanos 13: 1 a 7.

No texto original, Febe é chamada “diaconisa na igreja em Cencréia”. De acordo com o testemunho do autor patrístico Teodoreto de Ciro (393 – 466 d.C.)”.



Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/existe-mulher-pastora-bispo-mostra-sete-razoes-para-a-ordenacao-de-mulheres/#ixzz1pZqCJdfd

Igreja Universal pode usar nova estratégia de expansão

Diminuição das exigências pode gerar a multiplicação de novas igrejas

Segundo a coluna de Lauro Jardim, na revista Veja, a Igreja Universal do Reino de Deus prepara uma nova estratégia de expansão. Haveria uma regra “não escrita” do bispo Edir Macedo em que um novo templo só poderia ser inaugurado se a IURD tivesse certeza que poderia arrecadar pelo menos 150.000 reais por mês.

Porém, o crescimento de outras igrejas, sobretudo da Igreja Mundial do Poder de Deus, do apóstolo Valdemiro Santiago, faria a Universal aprovar qualquer projeto em que o candidato a pastor “provar” que o templo levanta 50.000 reais por mês em ofertas.

Se a informação for verdadeira, isso pode significar uma multiplicação acelerada de novos templos da IURS nos próximos meses.



Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/igreja-universal-pode-usar-nova-estrategia-de-expansao/#ixzz1pZn8Doic

Domingo Espetacular chama Valdemiro Santiago de ladrão e mentiroso

Domingo Espetacular chama Valdemiro Santiago de ladrão e mentiroso

Neste domingo, durante mais de 30 minutos foi apresentada uma reportagem investigativa no programa Domingo Espetacular, exibido pela Rede Record. O teor usado pela emissora foi de denunciar as irregularidades no que diz respeito ao uso das finanças da Igreja Mundial do Poder de Deus, na pessoa do seu presidente, o apóstolo Valdomiro Santiago. Desde a chamada, avisou-se que seriam revelados os “segredos” do apóstolo.

O repórter Marcelo Rezende usou imagens da internet para contrastar os apelos do líder da IMPD com os bens que estão em seu nome no Estado do Mato Grosso. Trata-se de duas fazendas avaliadas em 50 milhões de reais.

Adquiridas no ano passado, com dinheiro da igreja e agora em nome de Valdomiro Santiago e sua esposa, a bispa Francileia de Oliveira, as fazendas Santo Antônio do Itiquira e Formosa estão localizadas na cidade de Santo Antônio do Leverger.

Usadas para atividade pecuária, estima-se que existem ao todo 5000 cabeças de gado, avaliados em R$ 6,5 milhões de reais. Além disso, a reportagem da Record mostrou outros bens pertencentes ao apóstolo, como jatinhos, helicópteros e carros de luxo.

Entre as acusações feitas a Valdemiro estão, principalmente, a de enriquecimento ilícito e de lavagem de dinheiro. Como no Brasil as igrejas são isentas de impostos e não precisam prestar contas ao governo de suas arrecadações, aparentemente a IMPD precisou usar “laranjas” para adquirir esses e outros bens.

Segundo mostrou a matéria do Domingo Espetacular, Valdemiro e Francileia são os sócios majoritários da empresa W S Music, cujo procurador e Nicanor de Oliveira, irmão do apóstolo e administrador das fazendas.

Uma vez que a WS Music tem como valor declarado 50 mil reais, seria impossível ter capital suficiente para adquirir as duas propriedades rurais, uma custando 29 milhões e a outra 20 milhões. No total, as duas fazendas totalizam 26.134 hectares, quase duas vezes o tamanho de Jerusalém, capital de Israel.

Marcelo Rezende afirmou que a matéria demorou quatro meses para ser preparada e que foi necessária muita investigação. Também foi dada a Valdomiro a oportunidade de se explicar, mas ele não atendeu a equipe da Rede Record.

Ficou claro durante a exibição do material a rivalidade existente entre os dois líderes, pois em vários momentos foram mostradas as provocações de Valdomiro na TV ao falar de Edir Macedo. Também se evidenciou a rivalidade das igrejas que muitas vezes ocupam prédios na mesma rua ou até mesmo vizinhos.

A Igreja Universal alega que desde que saiu dos seus quadros, em 1998, Valdomiro tem recrutado ex-pastores da igreja e tentado atrair as mesmas pessoas.

Entre as muitas acusações e perguntas sem resposta, o Domingo Espetacular mostrou que Valdemiro foi preso em 2003 por transportar ilegalmente armas e munição. Também lembrou o episódio em que três pastores da IMPD foram presos em 2010, acusados de tráfico internacional de armas. Afirmou-se que o destino dessas armas seriam os traficantes de drogas do Rio de Janeiro, que teriam uma ligação com a igreja.

Também foi exibida a situação de mais de 50 templos da IMPD que estariam com ordens de despejo por falta de pagamento. Donos dos imóveis foram entrevistados e também um jurista que pediu publicamente que a Receita Federal investigue Valdemiro e a sua igreja.

Para os expectadores do programa, ficou claro que o uso das imagens do apóstolo pedindo dinheiro na televisão e a comprovação de sua riqueza estão ligadas. Várias vezes ele foi chamado de “mentiroso” e tentou-se desqualificar suas credenciais como sacerdote, por estar se beneficiando da fé alheia para proveito próprio.

No final da matéria, ficou o aviso “a Rede Record vai continuar investigando”, o que indica que nos próximos domingos pode haver mais “segredos revelados”.

O assunto tomou conta das redes sociais e no Twitter cinco termos relacionados estavam entre os “assuntos do momento” (TTs). Centenas de comentários criticavam Valdemiro e muita gente também recriminava Edir Macedo. Uma das definições mais comum era #guerraNADAsanta.



Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/domingo-espetacular-denuncia-valdomiro-santiago-ladrao-mentiroso/#ixzz1pZeQtKBU

sábado, 10 de março de 2012

Israel é o único país do Oriente Médio onde cristãos têm liberdade

Milhares de cristãos estão sendo obrigados a sair de seus países por causa da perseguição


Israel é o único país do Oriente Médio onde cristãos têm liberdade

A igreja cristã no Oriente Médio persiste há mais de 2.000 anos, testemunhando guerras e conquistas. Alguns templos fecharam, outros abriram. Mas a população cristã da região caiu de 20%, há cem anos atrás, para menos de 5% hoje em dia.

O medo de professar sua fé é algo comum entre os cristãos do Oriente Médio. No Egito, cerca de 200.000 cristãos coptas fugiram de suas casas no ano passado, depois de passarem por espancamentos e massacres nas mãos de extremistas muçulmanos.

Desde 2003, 70 igrejas iraquianas foram queimadas e cerca de mil cristãos mortos em Bagdá, fazendo com que mais de metade desta comunidade de milhões de membros decidisse fugir do seu país.

A conversão ao cristianismo é um crime capital no Irã, onde ano passado o pastor Yousef Nadarkhani foi condenado à morte. A Arábia Saudita proíbe a oração cristã mesmo nas casas.

No passado, mais de 800.000 judeus foram expulsos de países árabes, agora os cristãos é que são forçados a sair das terras que eles habitaram por séculos.

O único lugar no Oriente Médio onde os cristãos não estão em perigo é na Terra Santa. Desde a fundação do Estado de Israel em 1948, as suas comunidades cristãs (incluindo as ortodoxas russa e grega, católicos e protestantes) já cresceram mais de 1.000%.

Os cristãos estão presentes em todos os aspectos da vida de Israel, servindo em cargos do governo e mesmo isentos do serviço militar, milhares de pessoas se oferecem para proteger o país.

Isso não significa que os cristãos israelenses ocasionalmente não encontram intolerância. Mas em contraste com outros lugares do Oriente Médio, onde o ódio aos cristãos é ignorado ou incentivado, Israel continua empenhado, segundo sua Declaração de compromisso da Independência “assegurar a igualdade completa de todos os seus cidadãos, independentemente da religião.”

Ela garante o acesso livre a todos os lugares sagrados cristãos, que estão sob controle exclusivo do clero cristão. Israel está repleta de lugres assim (Cafarnaum, Morro das Bem-Aventuranças, o local de nascimento de São João Batista), mas o Estado constitui apenas uma parte da Terra Santa. O resto, segundo a tradição judaica e cristã, está em Gaza e na Cisjordânia. Porém, os cristãos dessas áreas sofrem a mesma situação que os demais na região.

Desde a tomada de Gaza pelo partido Hamas em 2007, metade da comunidade cristã fugiu. As decorações de Natal e outros símbolos cristãos como crucifixos são proibidos. Em dezembro 2010, em uma transmissão de rádio, autoridades do Hamas incentivaram os muçulmanos a matar seus vizinhos cristãos. Muitos foram mortos.

Não é de se admirar, portanto, que a Cisjordânia também veja a fuga de cristãos. Eles já foram cerca de 15% da população, agora são menos do que 2%. O controle de cidades como Nablus, Ramalá e Jericó, passou para o controle da Autoridade Palestina.

Israel, apesar de sua necessidade de salvaguardar as suas fronteiras contra terroristas, permite os cristãos o acesso às igrejas de Jerusalém, na Cisjordânia e em Gaza. Em Jerusalém, o número de árabes-cristãos, triplicou desde a reunificação da cidade por Israel, em 1967.

Em Belém, nas mãos da Autoridade Palestina desde 1995, os cristãos são menos de um quinto da população da cidade.

A virtual extinção das comunidades cristãs do Oriente Médio seria uma injustiça de magnitude histórica. No entanto, Israel permanece como um exemplo de como a convivência pacífica entre pessoas de religiões diferentes é possível.



Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/israel-e-o-unico-pais-do-oriente-medio-onde-cristaos-tem-liberdade/#ixzz1oj7qyIJO
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