segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Missionário desafia televangelistas a pregarem o evangelho da prosperidade no sertão nordestino Ele cita a pobreza extrema da região e pede para esses

Missionário desafia televangelistas a pregarem o evangelho da prosperidade no sertão nordestino

Um pastor do sertão cearense fez um apelo aos televangelistas para pregarem o evangelho da prosperidade no sertão nordestino, para ver se essa filosofia realmente funciona.

O missionário que não teve o nome anunciado desafia os pastores que tudo que “tocam viram ouro” para irem até a região menos evangelizada do Brasil, tentar mudar o quadro de miséria e tentar aumentar o índice de desenvolvimento humano que é um dos menores.

“Eu faço um apelo a vocês, se vocês quiserem conhecer uma das localidades menos evangelizadas do Brasil, e tudo que vocês tocam viram ouro, pode vir aqui transformar a vida desse povo. Ai sim nós iremos dar credibilidade ao falso evangelho da falsa prosperidade”, diz ele.

O pastor diz também que as dificuldades financeiras da região são tão extremas que “até urubu morre de fome”. Em seu discurso ele desafia esses pastores a deixarem suas riquezas para cumprirem o chamado no Nordeste.

“Quero ver vocês construírem suas catedrais, comprarem aviões, viverem luxuosamente através de um local como este. Fica aqui o meu apelo, use o dinheiro que vocês estão gastando na compra de jatinhos, na compra de mansões, na compra de ternos de R$15 mil, R$20 mil reais, relógios caros para pregar o evangelho”.Evangelho no Nordeste

No Sertão Nordestino apenas 4% da população é evangélica, números que em cidades menores e mais afastadas podem chegar a 2% e a 1%. De acordo com dados do ministério Antioquia, tem pelo menos 12.000 comunidades rurais e vilarejos que não possuem nenhuma igreja.

Pensando em expandir o evangelho nessa região a Missão Antioquia está organizando o Congresso Nacional de Evangelização do Sertão Nordestino que pretende reunir 1.000 líderes de diversas denominações para tratar dos assuntos necessários para propagar a Palavra de Deus no interior dos nove estados que compõe a região.

O objetivo é traçar planos para que em dez anos pelo menos 20% da população do Nordeste seja evangélica. Os principais problemas para o evangelho chegar à essa região são as superstições religiosas e as fortes raízes do catolicismo.http://noticias.gospelprime.com.br/missionario-desafia-televangelistas-a-pregar-o-evangelho-da-prosperidade-no-sertao-nordestino/

R.R. Soares continua na Band e vai pagar cerca de R$ 5 milhões pelo horário nobre A emissora faz uma contra proposta e o pastor aceita pagar mais para

Ao contrário do que se esperava, a Band renovou o contrato com o missionário R.R. Soares que vai continuar com o horário nobre da emissora. O canal estudava cancelar o programa Show da Fé devido aos baixos índices de audiência que acabava afetando os programas que são transmitidos depois da atração religiosa.

Para continuar com a programação em 2012 o líder da Igreja Internacional da Graça de Deus deve pagar cerca de R$ 5 milhões. O jornalista Ricardo Feltrin do jornal Folha de São Paulo observa queValdemiro Santiago paga metade disso para ter 200 horas da programação da mesma emissora, só que nas madrugadas, espaço antes ocupado por Silas Malafaia.

A coluna F5 afirma que a emissora sempre aumenta o preço para que o pastor aceite pagar mais e assim não perca o horário. Pelos dados da reportagem, R.R. Soares pagava cerca de R$ 2 milhões por esse mesmo horário há três anos, mas esse preço mais que dobrou.

O colunista também escreve que as informações que circulavam diziam que o espaço poderia ser ocupado por um programa da própria emissora, talvez alguma atração comandada por Milton Neves, e também haviam boatos de que o pastor Silas Malafaia estava de olho na vaga que seria deixada pelo missionário, suposições que podem voltar a acontecer no segundo semestre de 2012, quando o contrato volta a ser negociado.http://noticias.gospelprime.com.br/r-r-soares-continua-na-band-e-vai-pagar-cerca-de-r-5-milhoes-pelo-horario-nobre/

Band aumenta valor para renovar contrato de R.R. Soares O missionário já havia aceitado pagar mais que o dobro do que pagou ao longo deste ano

As informações de que a Band estaria pedindo um valor ainda maior para que o missionário R.R. Soares pudesse renovar o contrato do programa Show da Fé no horário nobre da emissora continuam chegando através de jornalistas especializados em assuntos televisivos, como é o caso de Ricardo Feltrin da Folha de São Paulo.

Em um texto publicado nesta quinta-feira, 24, o jornalista diz que a emissora paulista estaria pedindo mais do que os R$ 5 milhões mensais acordados verbalmente semanas atrás. O colunista também informou que esse valor já representava o dobro do que o líder da Igreja Internacional da Graça de Deus pagou durante o ano de 2011.

Para renovar o contrato por mais um ano R.R. Soares vai ter que aceitar o valor que ainda não foi revelado. Se o pastor não aceitar pagar mais pelo horário vai perder os 35 minutos do horário nobre. Espaço que pode ser ocupado por um programa policial ou por um reality show.http://noticias.gospelprime.com.br/band-aumenta-valor-para-renovar-contrato-de-r-r-soares/

Silas Malafaia nega interesse em comprar horário de R.R. Soares na Band, Jornalista da Folha de São Paulo teria escrito que Malafaia desejava a faixa

O pastor Silas Malafaia divulgou uma reportagem no site Verdade Gospel desmentindo um comentário do jornalista Ricardo Feltrin da Folha de São Paulo que escreveu em sua coluna do F5 que o pastor assembleiano estaria tentando comprar o horário nobre da Band e por esse motivo a emissora teria aumentando o valor para que R.R. Soares pudesse continuar com o programa Show da Fé.

“O jornalista Ricardo Feltrin, do jornal Folha de SP, está desafiado a provar que eu tentei comprar horário de RR Soares, na Band”, escreveu Malafaia.

Feltrin afirmava no texto que blogs e colunistas de TV estavam afirmando que Malafaia mostrou interesse na faixa nobre da emissora desde quando perdeu o horário das madrugadas para Valdemiro Santiago. Para não perder o espaço o fundador da Internacional da Graça de Deus aceitou pagar R$ 5 milhões para permanecer no horário.

Mas Malafaia garante que não fez propostas pelo horário e lamenta a falta de apuração da parte do jornalista. “O pastor Malafaia lamenta que um jornal de tanta credibilidade como Folha de SP permita a publicação de uma matéria mentirosa e sensacionalista como essa”, diz o texto do Verdade Gospel.http://noticias.gospelprime.com.br/silas-malafaia-nega-interesse-em-comprar-horario-de-r-r-soares-na-band/

Silas Malafaia é destaque no The New York Times

Silas Malafaia é destaque no The New York Times

O pastor Silas Malafaia foi destaque na edição do último sábado (26) do jornal The New York Times. Uma extensa matéria, escrita pelo correspondente Simon Ribeiro, destacou a popularidade dos livros e Dvds de pregação de Malafaia, bem como seus programas que hoje são dublados em inglês e transmitidos pelos canais de TV a cabo Daystar e Trinity Broadcasting Network.

O jornal americano o comparou a Edir Macedo e R. R. Soares, classificando-os de “líderes evangélicos que comandam grandes impérios”. Mencionou também as longas horas de programação televisiva que seus programas ocupam.

Porém, o grande destaque foi dado à “guerra” que ele vem travando contra seus inimigos: os líderes do movimento gay do Brasil, os defensores do direito ao aborto e ao que apoia a descriminalização da maconha.

Há o reconhecimento da força de suas palavras e capacidade de mobilizar milhares de pessoas que foram, por exemplo, até Brasília para uma passeata na capital contra o projeto de lei que visa punir qualquer tipo de discriminação contra os homossexuais, a PL 122.

Algumas declarações de Malafaia receberam atenção especial como “Eu sou o inimigo público n º 1 do movimento gay no Brasil”, algo que ele tem repetido diversas vezes. Mencionou também o ensaio escrito pela jornalista Eliane Brum para a revista Época, que mencionava das dificuldades de alguém ser ateu num Brasil cada vez mais evangélico e sua críticas ao que chamou de “disputa cada vez mais agressiva pelas quotas de mercado” entre as grandes igrejas.

Durante uma entrevista em Fortaleza, Malafaia teria chamado Elaine Brum de “vagabunda”, e enfatizou que “os ateus comunistas” em países como União Soviética, Camboja e Vietnã foram responsáveis por mais mortes do que “a guerra produzido por questões religiosas.”

Andrew Chesnut, especialista em religiões latino-americanas e professor da Universidade Commonwealth da Virginia, comparou Malafaia ao pastores mais conservadores dos EUA. “Ele é como Pat Robertson, no sentido de ser pioneiro no movimento que introduziu a direita evangélica na política nacional”, disse Chesnut.

O New York Times ressaltou o crescimento da influência dos evangélicos no país, inclusive na política e afirmou que enquanto o Brasil ainda tem o maior número de católicos romanos no mundo, passou a rivalizar com os Estados Unidos na quantidade de pentecostais.

A recente controvérsia do pastor Malafaia com a revista Época no tocante ao uso da palavra “funicar” numa declaração contra Toni Reis, um dos líderes nacionais do movimento de defesa dos direitos gays. A palavra foi grafada pelo repórter como “fornicar”, causando uma onda de piadas no Twitter e ataques de todo tipo. Embora a revista tenha se retratado, o episódio rendeu muitas críticas ao pastor.

Explicando que não tem pretensões de concorrer a cargos eletivos, Malafaia explica: “Deus me chamou para ser pastor e não vou trocar isso para ser um político.”

Na entrevista noticiada pelo jornal há uma citação que mostra a importância do pastor, que teria sido procurado por vários políticos atrás de seu apoio, inclusive a então candidata Dilma Rousseff.

Malafaia conta que respondeu: “‘Eu não tenho nada pessoal contra você. Acho até que você é uma mulher inteligente e qualificada. Mas como posso votar em você se passei quatro anos lutando com um grupo de seu partido que lançou um projeto de lei para beneficiar os gays?”.

O jornalista afirmou, no final da matéria, que a formação de Malafaia e de sua esposa, em psicologia o ajuda quando sobe ao púlpito para fazer “sermões carregados de lições de auto-ajuda e perseverança”.

A reportagem não deixou de mencionar que ele vive a prosperidade que prega, classificando-o de “milionário” e que possui uma luxuosa Mercedes-Benz, além de um jatinho Gulfstream, que traz escrito “Favor de Deus” na fuselagem. O pastor explicou que comprou usado e rebateu: “O papa voa em jumbo. Mas, se um pastor viaja em um avião a jato usado, é considerado um ladrão.”http://noticias.gospelprime.com.br/silas-malafaia-e-destaque-no-the-new-york-times/

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Mentiras vendidas sobre Palmas para atrapalhar a divisão do Pará

Recebi um recado na nossa página do Facebook alertando sobre propagandas veiculadas em Belém "vendendo" Palmas como um exemplo de divisão de Estado (no caso o Tocantins) que deu errado. É a hipocrisia e a mentira a serviço dos que são contra a divisão do Estado do Pará e a criação do Carajás. Com todos os problemas que ainda enfrenta o Tocantins é um exemplo de resgate de uma região pobre e esquecida que deu certo. E muito. Não só para os tocantinenses de nascimento, mas para brasileiros de Norte a Sul que encontraram aqui novas oportunidades em suas vidas.
Roberta Tum
WebDivisão do Pará em três provoca briga na TV, e divulgação de mentiras sobre Palmas e o TO
Divisão do Pará em três provoca briga na TV, e divulgação de mentiras sobre Palmas e o TO

A leitora Miraci Maracaípe, postou na nossa página do Facebook o seguinte comentário : "O Estado do Pará está pegando fogo, com a questão da divisão, dia 11-12 tem plebiscito! Todos os dias passa Palmas no horário eleitoral, mais precisamente na propaganda do NÃO. Eles citam que foi uma péssima experiência e um erro a divisão que ocorreu aí, mostram a pobreza em Palmas e dizem (BELÈM que é oposição) que essa capital (Palmas) custa muito para os cofres públicos e outros blá,blá, blá... já pensou? Estamos indignados com tanta mentira nas propagandas, poderia haver uma manifestação dos políticos de Palmas desmentindo, mas acho que não pode haver interferências... Mas penso que esclarecimentos poderia sim!"

É de uma hipocrisia surpreendente o uso da imagem de Palmas e do Tocantins na propaganda eleitoral contrária à divisão do Pará, da forma que conta nossa leitora, natural de Gurupi.

Como assim, o Tocantins não deu certo? Como assim Palmas é uma cidade pobre? Absurdo dos absurdos querer "vender" a imagem de uma cidade que acaba de ser classificada como uma das 100 do País em índices de desenvolvimento humano, com aumento da renda per capita, e crescente arrecadação própria.

O argumento, que leva uma mentira, só pode ser desespero de causa.

A divisão do Tocantins foi positiva sobremaneira para os moradores do antigo Norte de Goiás. De corredor da pobreza, nossa região Sudeste foi resgatada economica e socialmente sendo hoje nos limites com a Bahia, uma das que mais cresce economicamente no estado.

Se há problemas, são os mesmos que existem nas capitais brasileiras mais antigas. Se há falhas de gestão, é bom perguntar ao patrocinadores da campanha do "Não" em Belém, onde é que não há.

Não voto no Pará, mas se votasse, diria um grande e belo SIM à divisão. Vai ser muito bom para os paraenses da região Sul, que verão o desenvolvimento chegar, descentralizar, bastando para isto que saibam votar, fiscalizar e cobrar dos seus governantes.

Espera-se que o governo do Estado e a Assembléia Legislativa se manifestem contra a mentira, contra o engodo, e especialmente contra a hipocrisia que vende uma mentira e denigre a imagem do Tocantins diante dos paraenses. O quanto antes!http://robertatum.com.br/noticia/mentiras-vendidas-sobre-palmas-para-atrapalhar-a-divisao-do-para/17547

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Pastor Amarildo explica

Ex-deputado federal, Pastor Amarildo
Ex-deputado federal, Pastor Amarildo

Em resposta ao noticiado, o ex-deputado federal Pastor Amarildo informou que a Justiça Federal do Tocantins já havia julgado improcedente ação proposta pelo MPF e que recorreu ao TRF onde a desembargadora convocada, deixou de apreciar o acórdão da 2ª Câmara do TCU. “Tal acórdão não só julgou improcedente os valores estimados pela C.G.U, como também afirmou que os valores da aquisição da ambulância foram feitos 11,3% menor do que o valor de mercado à época, ou seja, a aquisição se deu por R$ 80.000,00 no entanto, o valor que poderia ser pago era de R$ 89.091,56”. Assim, segundo nota encaminhada aoSite Roberta Tum, a condenação do ex-prefeito de Porto Alegre, Adeljon Nepomuceno, e do Pastor Amarildo, se deu porque o prefeito comprou uma ambulância por valor abaixo do preço de mercado. Conforme o que foi informado, o recurso já foi interposto. "Como a Justiça tarda, mas não falha, nós aguardamos o julgamento do mérito", consta na nota.http://robertatum.com.br/cafeonline/

Governo anuncia novo salário mínimo de R$ 622,73

O governo anunciou ao Congresso Nacional a elevação do valor do salário mínimo para R$ 622,73 a partir de 1º de janeiro de 2012. A previsão era R$ 619,21, com a revisão aumentou R$ 3,52. O reajuste consta da atualização dos parâmetros econômicos utilizados na proposta orçamentária de 2012. O anúncio foi enviado em ofício do Ministério do Planejamento.

Segundo a Agência Brasil, o projeto orçamentário encaminhado ao Congresso, em agosto passado, foi feito com previsão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 5,7%. Com a atualização que elevou a inflação para 6,3%, também haverá a elevação do reajuste do salário mínimo, que era 13,62% para 14,26% em relação ao atual valor que é R$ 545,00.

A política de recuperação do salário mínimo prevê reajuste com base na inflação de 2011 mais a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2010, que foi de 7,5%. Com a projeção de aumento do INPC haverá também aumento nos benefícios assistenciais e previdenciários para os que recebem acima de um salário mínimo. A previsão de reajuste para esses casos subiu de 5,7% para 6,3%.http://www.portalct.com.br/n/4c350b6978290a2dc2ef9bd5d95b1e5b/governo-anuncia-novo-salario-minimo-de-r-622-73/

A missão de atuar

A missão de atuar

Crente convicto, Denzel Washington diz que o personagem Eli é mais um instrumento para propagar sua fé diante das câmeras.

Por Brett McCracken

Ele sempre inclui em seus autógrafos a frase “Deus te abençoe”. Nos sets de gravação, faz questão de expressar sua fé através de orações. No conforto de casa, medita nas Escrituras todas as manhãs – tanto, que acaba de completar a terceira leitura da Bíblia de capa a capa. Agora, na pele do personagem principal de O Livro de Eli (Sony Pictures), novo e apocalíptico filme de Hollywood, em cartaz no Brasil, Denzel Washington dá continuidade à carreira que considera como um verdadeiro ministério. Assim é o astro ganhador de dois Oscars e um dos mais consagrados atores de sua geração. Aos 55 anos, Washington saboreia a celebridade e a fortuna que conquistou ao longo de quase três décadas à frente das câmeras. Mundialmente famoso por sua participação em sucessos de bilheteria como Tempo de Glória,Filadelfia e Dia de Treinamento, ele não deixa de dar glórias a Deus por tudo.

Em O Livro de Eli, Washington interpreta um misterioso peregrino guiado por Deus para proteger o último exemplar da Bíblia Sagrada num cenário de devastação nuclear. Ele deve guardar o livro e entregá-lo a quem seja digno de usá-lo para reerguer a humanidade, mas precisa enfrentar aqueles que querem apoderar-se das Escrituras e fazer delas instrumento de poder – particularmente, o tirânico Carnegie (Gary Oldman). Mas, apesar da nobreza da missão, Eli por vezes recorre a uma violência maior do que a dos vilões que tem pela frente. Ele só começa a mudar após conhecer uma menina (Mila Kunis) que o faz lembrar que, muitas vezes, o radicalismo em relação às coisas consideradas sagradas pode cegar o homem. Uma metáfora do que acontece na vida de muita gente, inclusive crentes sinceros, tão zelosos da Palavra de Deus que se esquecem de que o mais importante não é possuí-la, mas viver de acordo com seus ensinos.

É possível encontrar fé por todo lado no filme. Tudo bem que os diretores (e irmãos) Albert e Allen Hughes tenham usado e abusado dos clichês, mas a campanha de divulgação nos Estados Unidos apostou na terminologia religiosa, e a expectativa é de que a obra seja lembrada pelo conteúdo – além, é claro, de que renda seus milhões. Mas, a julgar pelas palavras de Denzel Washington, sua participação nele é muito mais do que mero trabalho. “A grande mensagem de Eli é ‘faça mais pelos outros do que você faria por você mesmo’”, diz o ator. Nas filmagens, ele tentou influenciar os colegas de elenco e a equipe técnica. “Nós orávamos por tudo, todos os dias”, garante. “Tenho tentado agir desta forma, ainda que nos piores papéis, como em Dia de Treinamento”. Ali, na pele do agente de polícia Alonzo Harris, faturou a segunda estatueta da Academia como ator principal.

O artista diz que sempre escolhe papéis através dos quais possa direcionar uma “mensagem positiva” ao público ou até mesmo refletir a profundidade de sua fé pessoal. De forma similar ao personagem de Washington em Chamas da Vingança, a violência de Eli tem ao menos a justificativa de proteger inocentes. “Não foi tão fácil encenar o papel”, reconhece. “O cara é mais violento do que Malcolm X”, compara, em referência ao ativista negro que encarnou no filme homônimo, de 1992. Contudo, na vida real, o ator é um homem calmo, desses que costumam ser definidos como “de família”. Casado há 26 anos com Pauletta e pai de quatro filhos – John David, Katia e os gêmeos Malcolm e Olivia –, Denzel Washington está longe daquele estereótipo de Hollywood, onde os astros não são exatamente conhecidos pela vida conjugal estável.

Estrelato – O comportamento discreto fora de cena tem explicação. É que a fé evangélica é parte fundamental da vida de Washington desde sempre. Filho de um pregador pentecostal de Mount Vernon, no estado de Nova Iorque, ele é membro ativo da Igreja de Deus em Cristo. “Creio que Jesus é o Filho de Deus”, professa. “Fui certa vez preenchido em meu coração com o Espírito Santo, e eu sei que isso é real”. O ator conta que a conversão, ocorrida na adolescência, foi um momento íntimo com Deus. “Comecei a chorar como um bebê, e a assustar-me com tamanha realidade, pois não entendia o que estava acontecendo. Foi uma experiência muito forte”, narra. “Eu pensava que ‘Deus é amor’ fosse apenas uma expressão. Levou um tempo até que eu entendesse o verdadeiro significado daquelas palavras. Se você não consegue amar aqueles que estão ao seu redor, então você não tem nada.”

Embora não seja declaradamente um grande fã da palavra “religião”, ele não tem vergonha de falar abertamente sobre suas convicções cristãs. Certa vez, perguntou ao seu pastor se porventura poderia ter uma vocação para ser ministro do Evangelho. A resposta foi taxativa: “Você já não está falando para milhões de pessoas?”. Como seu personagem Eli, Washington acredita em chamadas proféticas, e tenta fazer o máximo que pode para cumprir o que pensa ser o ministério que o Senhor lhe reservou. Ele relembra um episódio de quando tinha 20 anos, que demonstra como relaciona sua fé com a carreira. Em 1975, o então estudante estava no salão de beleza da mãe quando ouviu de uma cliente uma palavra estonteante. Aquela mulher, chamada Ruth Green, era uma crente conhecida na cidade como profeta de Deus e disse claramente a Washington: “Meu filho, você viajará pelo mundo e falará a milhões de pessoas”. E foi exatamente o que ocorreu, embora de forma inusitada.

Naquele verão, Washington foi voluntário num acampamento da Associação Cristã de Moços. Os conselheiros realizavam diversas atividades para as crianças, e alguém sugeriu que ele atuasse, pois já demonstrava habilidades cênicas. No outono daquele ano, começou a estudar jornalismo na Universidade Fordham, curso mais tarde abandonado. A sua primeira grande oportunidade cinematográfica foi proporcionada pelo diretor Richard Attenborough, que o convidou para desempenhar o papel do ativista sulafricano Steve Biko em Um Grito de Liberdade, de 1987. Dois anos depois, conquistou o Oscar por seu papel coadjuvante no épico Tempo de Glória, sobre um batalhão de soldados negros na Guerra de Secessão americana. O Dossiê Pelicano, ao lado de Julia Roberts, e Filadelfia, em que atuou como o advogado do personagem homossexual e soropositivo vivido por Tom Hanks, levaram-no definitivamente ao estrelato.

“Fazer o melhor” – Denzel Washingtonreconhece que foi colocado por Deus em uma posição única. “Sinto-me capaz de fazer o meu melhor, pregando com minha arte”, explica. Uma passagem bíblica que chama particularmente sua atenção é o texto de Provérbios 4. Ele diz que o sábio Salomão o faz pensar sobre a própria vida. “Tenho uma casa enorme, com todas essas coisas, mas o Senhor me fez ver que não posso carregar tudo comigo quando partir”. O ator conta que tem sido motivado a buscar sabedoria, tema constante em seus devocionais. “Não posso ser mais bem sucedido. Mas eu posso ser alguém melhor. Posso aprender a amar mais, a ser mais compreensivo, a obter mais sabedoria”, aspira. Aliás, caso se visse na mesma situação que Eli, tudo o que o ator gostaria de ter seria justamente uma Bíblia. “Acho que ter fé é escutar aquela vozinha dentro de você, não ser intimidado ou desencorajado pelos outros e seguir sua missão na vida”, diz. “Minha mãe me dizia que é interessante fazer o bem, mas é preciso fazê-lo da maneira certa.”

Sobre o próprio talento, o astro é bem objetivo: “Recebi algumas habilidades, e as encaro da seguinte forma: O que farei com o que tenho? E quem será exaltado com isso tudo?”. Além de seu envolvimento com a obra de Deus – ele doou 2.5 milhões de dólares para a construção das novas instalações de sua igreja, em 1995 – é um grande patrocinador do programa Boys and girls clubs of America (do qual ele participou quando criança), dentre outra ações de caridade. Ciente de que é um privilegiado, Denzel Washington só quer poder falar como seu personagem Eli, no fim do filme, citando a conhecida passagem de II Timóteo 4.7: “Lutei o bom combate e guardei a fé”.

http://www.cristianismohoje.com.br/interna.php?id_conteudo=106&subcanal=40

Conheça esta região do Velho Testamento


‘Passa à Macedônia e ajuda-nos...’
Ricardo Pessoa

Em minha passagem pela Albânia no verão de 2001, fui à cidade de Leja, localizada ao Norte, para a inauguração de uma das primeiras creches cristãs do país. Em meu retorno para a capital, Tirana, conheci Geni (lê-se “Guêni”) Begu, um jovem simpático e dedicado ao Senhor que conhecera a Deus no início dos anos 1990, logo depois da queda do regime comunista na Albânia. Geni presenciou a histórica “invasão” de evangelistas e plantadores de igrejas de diversas partes do mundo. “Era gente de todo lugar, trazendo ajuda material e espiritual”, lembrou.



Vista Panorâmica de Skopie, capital da Macedônia, onde macedônios e albaneses vivem aparentemente em harmonia








Dentre os primeiros estrangeiros a entrarem na Albânia, estava a brasileira Nájua Diba, que morava no Kosovo desde 1987, mas que fazia constantes viagens evangelísticas à Albânia. “Quando recebi a notícia da queda do comunismo, senti-me como Filipe, que fora levado pelo Espírito do Senhor até aquele etíope. Cheguei à querida Albânia no dia 15 de abril de 1991. Em Tirana, me encontrei com uma amiga, Lumi, que se tornou minha primeira filha na fé ali, pois no Kosovo já havia ganhado outros para Jesus. Ela me recebeu em sua casa, e desde aquele dia em diante vivo na Albânia”, contou Nájua. O resultado da estada de Nájua com Lumi foi a conversão de toda a família da moça e o nascimento de uma igreja a oito quilômetros da capital albanesa. Nájua também ajudou a fundar outra igreja na cidade de Kamêz, também a oito quilômetros de Tirana, com seu trabalho missionário.

Restaurante à beira do Lago de Ohri, Macedônia. Struga é uma grande cidade com grande população albanesa que vive da pesca e do turismo

A Albânia foi o mais prejudicado de todos os países do antigo bloco comunista no Leste Europeu, devido ao isolamento imposto pelo governo ditador de Enver Hoxha (lê-se “Rodja”). Imagine que a única nação que tinha em sua Constituição a frase “Nós não cremos em Deus”, veio a conhecer papel higiênico, absorvente, palito de dente, banana, etc., somente após os quase 50 anos de comunismo. “Em 1991, não podíamos encontrar quase nada para comprar na Albânia”, afirmou Nájua. “Era tudo muito difícil, e fazíamos uma festa quando podíamos encontrar algo vindo da Itália ou Grécia.”


BÁLCÃS
Península Balcânica é o nome histórico e geográfico para designar a Região Sudeste da Europa que engloba a Albânia, a Bósnia e Herzegovina, a Bulgária, a Grécia, a República da Macedônia, o Montenegro, a Sérvia, o autoproclamado independente Kosovo, a porção da Turquia no continente europeu (a Trácia), bem como, parcialmente, a Croácia, a Romênia e a Eslovênia. O termo deriva da palavra turca para “montanha” e faz referência à Cordilheira dos Bálcãs, que se estende do leste da Sérvia até o Mar Negro.

O professor francês Jacques Rupnik é ex-diretor da Comissão Internacional para os Bálcãs e um dos mais conceituados especialistas do mundo no que diz respeito ao papel do povo albanês na Região Balcânica. Ele explicou que “a Albânia é um Estado em ruínas, o país mais pobre da Europa e não oferece muitos atrativos”. Todavia, sem pensar na controversa “escassez de atrativos” a que possivelmente se referia o professor Rupnik, a Igreja Evangélica tem encontrado atrativos de sobra, não só na Albânia, mas também no Kosovo, Macedônia e demais nações da Península Balcânica, para anunciar as Boas-Novas que os comunistas impediram por anos. Nesta região, os campos estão brancos para a ceifa. É assim que Jesus continua vendo as nações através da Igreja.

Hoje casado com Sonila e com dois filhos, Geni, depois de trabalhar como co-pastor em Tirana de 1994 a 2007, foi enviado para o Kosovo, onde atua como plantador de igreja desde 2007. Em 1997, foi eleito secretário-geral da VUSh – Vëllazëria Ungjillore e Shqipërisë (Irmandade Evangélica da Albânia), onde teve um mandato de seis anos. “A Igreja na Albânia viu um crescimento impressionante na sua primeira década (1991–2001). Mas durante os últimos sete anos, este crescimento diminuiu”, lamentou. “Desde 2000, o movimento evangelístico estrangeiro começou a perder força. Creio que o grande desafio de hoje é a reevangelização da Albânia pela própria Igreja albanesa. Mas ainda precisamos de muita ajuda das igrejas de fora.”


ALBÂNIA
Nome: República da Albânia (Republika e Shqipërisë)
Capital: Tirana
População: 3 milhões
Religião: Islamismo 65%, cristianismo 33% (ortodoxos 20%, católicos 13%, evangélicos 0,85% = 25.000), outras 2% (1992)

Enquanto na Albânia os evangélicos (0,85% da população) lutam para conseguir os mesmos direitos que a Igreja Ortodoxa (20%) e a Católica Romana (13%) conseguiram há anos com o governo, a Igreja Protestante do Kosovo conquistou sua oficialização com o nome de Igreja Protestante Evangélica do Kosovo. Vale dizer que a razão dos termos “protestante” e “evangélico” estarem juntos é o fato de as Testemunhas de Jeová também serem tratadas (pelo governo e pelo povo) como protestantes. “Apesar desse avanço, nada mudou,” disse o Dr. Femi Cakolli, editor-chefe da revista cristã Letra e Gjallë (Carta Viva). Cakolli explicou que, após o reconhecimento oficial da comunidade protestante evangélica como igreja oficial no Kosovo, o governo passou a impedir que eles usassem locais públicos, alegando que estes não poderiam ser utilizados com fins religiosos. “Infelizmente, o governo tem-nos usado para mostrar para a imprensa estrangeira que o Kosovo não é um país muçulmano, pois há católicos romanos, ortodoxos e protestantes.”


O projeto “Jete per Kosoven” (Vida para Kosovo), foi realizado na semana da Páscoa de 2008, contou com muitas atividades evangelísticas, como distribuição de flores com folhetos sobre a ressurreição de Cristo, limpeza e florestação de alguns cantieros da cidade

Com uma população de aproximadamente dois milhões o Kosovo conta com dois mil cristãos evangélicos divididos em 12 diferentes denominações. Já na Macedônia, os cretes não chegam a três mil, e dentre os albaneses, estima-se que haja entre cinco a sete convertidos apenas e nenhuma igreja implantada.

“Para nós, como macedônios, é quase impossível ganharmos a confiança deles”, ressaltou Sasha, pastor da Igreja Evangélica de Kumanovo, norte da Macedônia. “Apesar de os albaneses falarem macedônio, o grande problema é o que está incutido na mentalidade das pessoas daqui. Para elas, ser macedônio é ser cristão (católico ortodoxo) e para os albaneses, ser albanês é ser muçulmano. A religião é parte da identidade de ambos os povos.” Por essa razão, muitas igrejas e escolas bíblicas albanesas têm se mobilizado para enviar grupos para fazerem evangelismo de impacto nas regiões de maioria albanesa. Hoje existe um casal de El Salvador que, após anos na Albânia, ouviu o chamado do texto bíblico: “passa à Macedônia e ajuda-nos” e está trabalhando com o propósito de levantar a primeira igreja entre os albaneses. Em fevereiro deste ano, enquanto retornava de barco de Atenas, na Grécia, para Izmir, na Turquia, conversava com uma jovem estrangeira que me disse algo interessante. Ela contou ter sido roubada por uma albanesa horas antes de viajar. Perguntei como sabia que a ladra era albanesa. “Ah, na Grécia só os albaneses é que roubam. Todos dizem isso.” Esse estigma sociológico é resultado do alto índice de albaneses vivendo clandestinamente em várias cidades da Grécia. A Igreja Evangélica grega não faz muito esforço para alcançar as minorias que vivem no país. Alguns estrangeiros que trabalhavam na Albânia, e até albaneses, é que foram chamados por Deus para se mudarem para a Grécia na tentativa de iniciar algo entre albaneses.



Evangélicos do Kosovo se mobilizam por meio do projeto “Jete per Kosoven” (Vida por Kosovo) e levam alimentos e agasalhos a vilarejos da perifiria de Pristina

Na Albânia, principal avenida do Centro de Tirana, o Mercedes se tornou o carro preferido dos albaneses, porque este era o que os políticos usasavam no tempo do comunismo, já que o povo mesmo não possuía veículos

Ao contrário do que muitos podem achar, quando se fala em evangelizar albaneses, não se pode pensar apenas na Albânia. Estima-se que haja por volta de três milhões de albaneses na Albânia e quatro milhões espalhados pelos Bálcãs. Também não é tarefa fácil entender a situação política, étnica e religiosa nos Bálcãs. Principalmente, a polêmica das divisões territoriais e a questão etno-religiosa quase que inseparável em países como a Macedônia, onde praticamente um terço da população é de etnia albanesa. Já no Kosovo, 90% da província é composta por albaneses.


Centro de Tirana visto a partir do Tirana International Hotel, um dos poucos hotéis que sobreviveram à transição da era comunista para a democrática

A tarefa de fazer discípulos entre os albaneses continua. No passado, a Igreja chegou até lá por meio de Paulo. “... desde Jerusalém e circunvizinhanças até ao Ilírico [Albânia hoje], tenho divulgado o evangelho de Cristo...” (Romanos 15:19b). Agora é a vez e missão dos atuais seguidores de Cristo. O clamor desse povo pode ser constatado nos dizeres de Qefsere Neshevçi, albanesa natural do Kosovo: “Espero que meu povo veja a luz do Evangelho com todo o seu poder e beleza.” E finaliza: “Zot ju bekoftë”! (Deus vos abençoe!)


PAÍSES COM NÚMERO CONSIDERÁVEL DE ALBANESES
KOSOVO
Nome: República do Kosovo (Republika e Kosovës) Declarado unilateralmente independente da Sérvia em 17 de fevereiro de 2007
Capital: Pristina
População: 2 milhões (albaneses 90%, sérvios 5%, turcos 1%, outros 4%)
Religião: Islamismo 95%, cristianismo 5,8% (católicos 4%, ortodoxos sérvios 1%, protestantes evangélicos 0,8%).

MACEDÔNIA
Nome: República da Macedônia (Republika Makedoniya)
Capital: Skopje
População: 2 milhões (eslavo-macedônios 67 %, albaneses 21%, turcos 4,5%, sérvios 2,5%)
Religião: Cristianismo ortodoxo (macedônios e sérvios), islamismo (albaneses e turcos)

GRÉCIA
Nome: República Helênica (Elliniki Dhimokratia) Membro da União Européia desde 1981 e da União Econômica e Monetária da União Européia desde 2001
Capital: Atenas
População: 11,2 milhões (97% de origem grega, 3% albaneses, Roma (gipsesciganos), pomaks, armênios, macedônios e outros)
Religião: Cristianismo ortodoxo grego 97%, islamismo 140.000, evangélicos 32.000, Testemunhas de Jeová 30.000 13%, evangélicos 0,85% = 25.000), outras 2% (1992)
http://www.revistaenfoque.com.br/index.php?edicao=86&materia=1155